1 de maio de 2008

Mal Necessário (Necessary Evil)



Escrito por Joshua Williamson
Arte e capa por Marcus L. Harris e Vincente Navarrete
Editora Desperado

Traduzido por O-Sensei
Diagramado por PetekaJr

Conta a história de dois irmãos gêmeos que perderam a mãe quando pequenos e descobriram que a mãe era uma super-vilã.
10 anos se passaram e exatamente no aniversário da morte da mãe, eles recebem um mapa para um lugar estranho.
Acompanhem as desaventuras dos irmãos Jacob e Miller na escola para super-vilões mal necessário.

Mal Necessário #01
Easy-Share
4Shared

Mal Necessário #02
Easy-Share
4Shared

27 de abril de 2008

Super-Homem & Batman - Gerações I




O autor, que tem realizado boas releituras de super-heróis clássicos, desta vez, criou uma saga a partir dos históricos encontros entre Superman e Batman, os primeiros super-heróis do mundo.
Todas as quatro edições desta minissérie apresentam duas aventuras completas em cada gibi. Cada uma se passa numa década distinta: 1939, 1949, 1959, 1969, 1979, 1989, 1999, 2009. Assim, cada história apresenta os heróis segundo as reformulações que sofreram nestas épocas.
Também o subtítulo Uma Saga Imaginária é outra referencia importante nesta obra. Byrne focou as famosas histórias imaginárias destes dois astros. Aventuras que fugiam da cronologia dos gibis regulares, consideradas por alguns como as mais bacanas dos personagens.

BitRoad
Super-Homem & Batman - Gerações I - 01 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações I - 02 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações I - 03 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações I - 04 de 04

Vídeo tutorial de como baixar no Bitroad
Programa Fullurl

4Shared
Super-Homem & Batman - Gerações I - 01 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações I - 02 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações I - 03 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações I - 04 de 04

Super-Homem & Batman - Gerações II




Após o sucesso da primeira minissérie Gerações, também lançada pela Editora Opera Graphica, estava na cara que uma seqüência não demoraria a sair. Dessa vez, John Byrne realiza o trabalho com os principais personagens do universo da DC Comics.
A diferença entre esta saga e a anterior, é o fato de Byrne expandir seu raio de ação, indo além da dupla Superman/Batman; e explorando outros grandes heróis do panteão DC. A Sociedade da Justiça e seus vários membros (com destaque para a Mulher Maravilha) compõem este primeiro capítulo.
Como em Gerações I, Byrne percorre várias décadas, iniciando a aventura em 1942, em meio aos combates sangrentos da Segunda Guerra Mundial. Rapidamente, avança para 1953, onde Diana (Mulher Maravilha) sofre uma perda irreparável.

BitRoad
Super-Homem & Batman - Gerações II - 01 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações II - 02 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações II - 03 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações II - 04 de 04

Vídeo tutorial de como baixar no Bitroad
Programa Fullurl

4Shared
Super-Homem & Batman - Gerações II - 01 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações II - 02 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações II - 03 de 04
Super-Homem & Batman - Gerações II - 04 de 04

26 de abril de 2008

H.E.R.O (22 Edições)










A série H.E.R.O., da DC Comics, escrita por Will Pfeifer, apresenta uma versão inteiramente nova para um dos mais inusitados artefatos do universo dos super-heróis, o Disco-H. Trata-se de um apetrecho semelhante a um disco de telefone antigo, com dez símbolos alienígenas que correspondem a letras terrestres. Ao discar a palavra HERO (HERÓI), seu usuário é inexplicavelmente transmutado, recebendo super-poderes e identidades heróicas diferentes a cada transformação.

O disco fez sua estréia em House of Mystery 156, quando foi descoberto pelo gênio adolescente Robby Reed, numa história de Dave Wood e Jim Mooney. Posteriormente, a intrigante peça passou pelas mãos de Vicky Grant, Chris King (dos Titãs), Hero Cruz (na série Superboy e a Festa, publicada pela Editora Abril) e Lori Morning (da Legião dos Super-Heróis).

Já na nova série, teremos um protagonista para cada arco de histórias. "As situações, suas personalidades e valores morais são bem diferentes - e assim será o modo como farão uso (ou abuso) dos super-poderes", aponta Pfeifer. Devido à natureza descrita, a série já vem sendo considerada a "versão super-heroística" do título 100 Balas, de Brian Azarello e Eduardo Risso, da linha Vertigo. A abertura da nova revista mostrará Jerry Feldon, último possuidor do aparelho, numa cabine telefônica - não para se transformar, mas fazendo uma chamada de emergência antes de tentar o suicídio - já que os super-poderes não significaram o fim de seus problemas.

BitRoad
H.E.R.O. - 01 de 22
H.E.R.O. - 02 de 22
H.E.R.O. - 03 de 22
H.E.R.O. - 04 de 22
H.E.R.O. - 05 de 22
H.E.R.O. - 06 de 22
H.E.R.O. - 07 de 22
H.E.R.O. - 08 de 22
H.E.R.O. - 09 de 22
H.E.R.O. - 10 de 22
H.E.R.O. - 11 de 22
H.E.R.O. - 12 de 22
H.E.R.O. - 13 de 22
H.E.R.O. - 14 de 22
H.E.R.O. - 15 de 22
H.E.R.O. - 16 de 22
H.E.R.O. - 17 de 22
H.E.R.O. - 18 de 22
H.E.R.O. - 19 de 22
H.E.R.O. - 20 de 22
H.E.R.O. - 21 de 22
H.E.R.O. - 22 de 22

Vídeo tutorial de como baixar no Bitroad
Programa Fullurl

Easy-Share
H.E.R.O - 01 de 22
H.E.R.O - 02 de 22
H.E.R.O - 03 de 22
H.E.R.O - 04 de 22
H.E.R.O - 05 de 22
H.E.R.O - 06 de 22
H.E.R.O - 07 de 22
H.E.R.O - 08 de 22
H.E.R.O - 09 de 22
H.E.R.O - 10 de 22
H.E.R.O - 11 de 22
H.E.R.O - 12 de 22
H.E.R.O - 13 de 22
H.E.R.O - 14 de 22
H.E.R.O - 15 de 22
H.E.R.O - 16 de 22
H.E.R.O - 17 de 22
H.E.R.O - 18 de 22
H.E.R.O - 19 de 22
H.E.R.O - 20 de 22
H.E.R.O - 21 de 22
H.E.R.O - 22 de 22

25 de abril de 2008

HITMAN
Edições 01 à 43 + Especiais



Hitman foi criado por Garth Ennis, conhecido autor de Preacher e John McCrea. Do projeto Anti-Heróis da DC.
Aqui uma breve introdução de Hitman.

"Eu sou Tommy Monaghan, eu mato por dinheiro. É meu ganha pão. Eu ganhei poderes de um jeito tão maluco que não vou nem entrar em detalhes. Visão de raio x é legal, mas telepatia, ahhh, eu adoro telepatia!
Hoje em dia é fácil demais descolar super poderes, agente vê esses tipos toda semana: neguinho cai num reator, outro descobre que o pai era um semi-demônio, essas ladainhas ai. Se não fosse por eles eu não tava empregado, como eu disse eu mato por dinheiro. Matador comum mata gente comum, mais eu não sou comum.
Um ciborgue te atacou?
Liga pra mim.
Darkseid raptou a mamãe?
Liga pra mim.
O Monstro do Pantano assustou teus filhos?
Liga pra mim.
Ta possuído pelo Etrigan e não conhece nenhum exorcista?
Liga pra mim.
Eu sou o nº1 num ramo onde só tem eu!
As tretas super-poderosas, sobrenaturais ou simplesmente super-escrotas: é comigo mesmo"

Hitman 01
Hitman 02
Hitman 03
Hitman 04
Hitman 05
Hitman 06
Hitman 07
Hitman 08
Hitman 09
Hitman 10
Hitman 11
Hitman 12
Hitman 13
Hitman 14
Hitman 15
Hitman 16
Hitman 17
Hitman 18
Hitman 19
Hitman 20
Hitman 21
Hitman 22
Hitman 23
Hitman 24
Hitman 25
Hitman 26
Hitman 27
Hitman 28
Hitman 29
Hitman 30
Hitman 31
Hitman 32
Hitman 33
Hitman 34
Hitman 35
Hitman 36
Hitman 37
Hitman 38
Hitman 39
Hitman 40
Hitman 41
Hitman 42 (novo)
Hitman 43 (novo)

Hitman A Origem 01 De 03 - Mattas Hqbr
Hitman A Origem 02 De 03 - Mattas Hqbr
Hitman A Origem 03 De 03 - Mattas Hqbr

Hitman - Anual 01

Hitman x Lobo

PARTICIPE DESTA CAMPANHA



COLOQUE EM SUA PÁGINA.

18 de abril de 2008

Marvel Zombies vs Army of Darkness




Num dos mais inusitados crossovers dos últimos anos, o inimitável Ash (Ashley J. Williams) enfrentará os super-heróis Zumbis, da Marvel.
As aventuras de Ash (interpretado no cinema por Bruce Campell) são publicadas pela Dynamite Entertainment. Marvel Zombies é o título de sucesso escrito por Robert Kirkman (de Os Mortos-Vivos) com base num arco de aventuras do Quarteto Fantástico, versão Ultimate, escrito por Mark Millar e desenhado por Greg Land, no qual os super-heróis Marvel viraram zumbis.
Marvel Zombies Vs. The Army of Darkness é uma minissérie de cinco partes), com texto de John Layman e arte de Fabiano Neves e June Chung. As capas serão de Arthur Suydam.
A capa do primeiro número é uma brincadeira com Uncanny X-Men #141, de 1981.



Resenha Por Sérgio Codespoti (http://www.universohq.com/)

BitRoad
Army of Darkness 13 - (Prólogo de Marvel Zombies vs Army of Darkness)
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 01
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 02
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 03
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 04
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 05

Vídeo tutorial de como baixar no Bitroad
Programa Fullurl

4Shared
Army of Darkness 13 - (Prólogo de Marvel Zombies vs Army of Darkness)
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 01
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 02
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 03
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 04
Marvel Zombies vs Army of Darkness - 05

16 de abril de 2008

Contos (06)
Idílio

H

avia um reino, agora esquecido, que fora construído sobre a felicidade de seus monarcas. Era um reino justo, próspero e poderoso que nasceu no dia em que sua rainha, uma filha da Terra, passeando longe dos braços úmidos de sua mãe, apaixonou-se por um mercador que por ali passava a caminho de sua próxima venda. Numa troca de olhares e volúpias não confessadas, a elemental e o humano apaixonaram-se e fugiram para uma terra distante e desolada.

Naquele lugar que escolheram para viver construíram sua casa. Na verdade a pedra fundamental daquele grande reino. Um bloco sólido de amor e desejo, moldado em corpo e espírito pelo casal.

A jovem amava o mercador e o mercador amava a filha da Terra. E quando mais ele a amava, mais as terras da região tornavam-se férteis e ricas, pois a felicidade e o gozo da futura rainha espalhavam-se pela terra. Logo o deserto deixou de ser deserto, pois o amor deles era grande.

As pessoas começaram a chegar de todo lugar para cultivar aquelas terras férteis, construir suas casas e criar seus filhos. O povo que chegava, agradecido pela vida que o amor do casal semeou no deserto, construiu um belo e translúcido palácio e os aclamou, ao humano e a sua esposa elemental, como Rei e Rainha. E eles foram bons e justos monarcas e continuaram a se amar e o povo continuou a amá-los.

O Reino prosperou e atraiu a inveja de outros impérios, mas nenhum exército conseguiu derrotar as tropas reais e suas afiadas espadas forjadas com paixão e certeza.

Certa noite os campos, jardins e florestas do Reino floresceram com exuberância sobrenatural. O perfume doce das flores e dos frutos percorreu todos os domínios dos monarcas e os pastos transformaram-se em oceanos verdes de vida para os rebanhos. Nessa noite, finalmente, a Rainha estava grávida. Quando a criança nasceu, uma menina, as colheitas, o vinho e as danças foram melhores do que nunca e tratados de paz com reinos vizinhos foram assinados.

Restava apenas um império que representava alguma ameaça, embora seus exércitos já houvessem praticamente se dispersado. No entanto, seu astuto rei resolveu fazer uma última tentativa enviando um exército de uma só pessoa: sua filha única.

A bela filha do beligerante monarca foi recebida no palácio translúcido como uma prova de boa vontade do casal de governantes. Ela ficaria o tempo que quisesse, conheceria as benesses do Reino e falaria a seu pai, quando retornasse, como seria bom fazer a paz e comerciar com aquele reino alicerçado no amor de seus regentes.

E assim ela ficou. Fez-se amiga dos monarcas, dos criados, dos habitantes que conheceu e jurou a todos que, em cada carta que escrevia a seu pai, tentava convencê-lo a assinar um tratado de paz.

A filha do reino vizinho era muito jovem e muito bela e logo começou a chamar a atenção do monarca que a hospedava. Não que ele amasse menos sua Rainha Elemental, ou que ela fosse menos bela, mas ele era apenas humano e homem, sempre ansiando pelo que não pode ter .

A jovem, seguindo as instruções de seu Pai-general, logo tratou de corresponder aos olhares do Rei.

Certa noite a Princesa-soldado pediu ao Rei e à Rainha, em separado, que a encontrassem nos aposentos de hóspedes do palácio translúcido para ajudá-la a escrever a derradeira carta a seu pai, implorando a ele que assinasse o tratado de paz.

O Rei, como ela havia planejado, foi o primeiro a chegar, pois ela marcou horas diferentes para cada um. Ela o esperava nua, seu corpo moreno e perfeito era como uma aparição mágica desenhado pelo luar. O Rei hesitou, é verdade, mas por fim cedeu aos seus desejos. Ato concluído, ainda nus, ela o detém para um último beijo enquanto ele ensaia uma apressada saída da cama. A Rainha entra, bem na hora combinada com a Princesa-soldado. A monarca nada fala. Apenas bate a porta e sai correndo, enquanto o Rei apressa-se para vestir as roupas e alcançá-la.

Naquela noite, enquanto a Rainha vagava em prantos e fúria pelos corredores do palácio, ignorando as súplicas do Rei, os campos morreram, as árvores caíram, as flores murcharam e os frutos apodreceram. Um odor de alegria decomposta tomou conta do Reino.

As outrora orgulhosas tropas do Reino perderam seu ímpeto e as espadas forjadas na paixão e na certeza perderam seu fio.

Sentindo o cheiro de alegria decomposta e da fraqueza florescente no ar, o pai da Princesa-soldado ordenou a suas poucas tropas a invasão. E elas foram o bastante.

Quando finalmente chegaram, com seu estandarte vermelho-sangue, ao palácio translúcido, o prédio estava vazio. Nem o Rei, a Rainha ou o bebê estavam lá, e a Princesa-soldado jazia morta no quarto de hóspedes, com o punhal do Rei cravado em seu peito.

A Rainha Elemental nunca mais foi vista, assim como sua princesinha. Talvez tenham voltado para os braços quentes da Mãe-Terra.

-E o Rei - perguntou ávida uma das crianças sentadas, junto com alguns adultos, ao redor do Contador de Histórias na praça central da vila.

-Também nunca mais foi visto. Dizem que até hoje ele procura pela mulher e pela filha - esclarece o Contador.

O relógio badala, teimosamente avisando que é hora de ir para casa. A pequena multidão começa a dispersar-se, satisfeita com o material de sonhos que recolheu hoje do Contador.

Um velho, ao fundo, tosse e tenta pesarosamente afastar-se das pessoas. Como um Atlas de gravetos ele parece tentar carregar um peso enorme para fora da praça. O Contador de Histórias aproxima-se:

-O senhor não parece bem. Gostaria de ir até minha casa? Posso oferecer um prato de comida e uma cama para esta noite se o senhor quiser.

O velho aceita, hesitante, a oferta e eles caminham lentamente até a casa do rapaz, ali perto.

Enquanto o Contador de Histórias corre para abraçar a filhinha que vem em sua direção, o ancião pára bem mais afastado e observa à distância.

A menina, agarrada ao pescoço do pai, ri freneticamente, enquanto a bela esposa do Contador de Histórias aproxima-se e abraça esposo e filha. O Contador tira de algum bolso um botão de rosa meio murcho e triste e entrega à esposa. Ela abraça o marido com força, sorri, pendura-se em seu pescoço e beija-o apaixonadamente. Em sua mão o botão de rosa desabrocha como um sorriso vermelho de paixão fecundado pela felicidade da moça.

Os olhos do velho enchem-se de água diante da cena e da rosa vermelha.

-Você continua repetindo aquela velha história que minha mãe lhe contou? - diz a esposa.

-As pessoas adoram ouvi-la. Vou pedir a ela que me ensine mais dessas histórias - ele responde.

-Venha, vamos jantar. Filha vamos - ela chama.

-Espera. Tem um senhor... - ele vira-se, mas o velho já desapareceu nas sombras da noite nascente.

-O que foi, querido?

-Nada, nada, deixa pra lá.

E os três entram, passando pelo colorido e exuberância sobrenaturais do jardim em frente à casa.

Enquanto o velho virava uma esquina para afastar-se da casa deparou-se com uma visão totalmente inesperada: lá estava ela a sua frente: Sua Rainha Elemental. Mais velha, é verdade, mas igualmente linda. Ela não disse nada. Ele apenas a olhou e falou aquilo que esperara anos para dizer:

-Sinto muito.

Ela sorriu. E foi um sorriso que pareceu a ele capturar toda graça do mundo.

Ele seguiu seu caminho e desapareceu nas sombras.

Algum tempo depois o velho que fora rei morreu. A Rainha Elemental visitou seu túmulo e, apesar de tudo, chorou por ele. De suas lágrimas nasceu uma bela árvore, da qual, durante o ano todo, brotavam frutos agridoces.

FIM



por Rogério Prado.

13 de abril de 2008

Contos (05)
QUATRO EPÍLOGOS

Por Rita Maria Felix da Silva

Quando os novos senhores desta galáxia ergueram-se, esmagaram a humanidade e tomaram-lhe o domínio sobre incontáveis mundos, Catarina foi a única que eles pouparam, o último ser humano, e exilaram-na para vagar sozinha pelas ruínas da Terra. Assim foi por muito tempo.

Um dia, porém, Lottar Gan Amon, o caçador, veio do céu cumprir a nova decisão de seus mestres. Lacônico, contou a Catarina o que iria fazer. Ela o recebeu com resignação e silêncio. Ele disparou e o micro-projétil a fez cair em eterna animação suspensa. Eternamente em coma. Todos os processos biológicos paralisados, mas não extintos. Agora não mais poderia envelhecer ou morrer.

Olhando para o corpo caído, Lottar lembrou do que lhe haviam contado certa vez. Por um instante, esforçou-se. Parecia haver algo que precisava ser dito ou sentido, como se aquele momento tivesse um significado maior, que escapava a sua compreensão. Contudo, isso logo passou. O caçador voltou à nave e partiu. Sabia que os Mestres haviam usado genes humanos para criar a espécie da qual ele fazia parte. Mas, isto não o importava. Fizeram-no para obedecer, caçar e matar coisas: a única razão para sua existência – e isto lhe bastava.

Pelos monitores, observou a Terra se afastar rapidamente. Sem saber por que, recordou-se de Luat-jei, uma rebelde, no mundo catalogado como DNB/ZL-1.21.9.14. Ela alegava amá-lo e, antes que ele a executasse, a jovem disse:

“Seu coração pode ser tão profundo quando o espaço cósmico, porém, ao contrário deste, é vazio.”

FIM